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BRANCO & PRETO Por:
Cláudia Tarpani
Os anos 50 foram significativos para o design e representaram um período de grandes transformações. A prosperidade dos Estados Unidos no pós guerra fez crescer a vontade pelo consumo: automóveis, viagens, televisão, tudo o que simplificasse o trabalho cotidiano era cobiçado e representava o que viria a ser um novo estilo de vida e a forma moderna de viver. Influenciado por outros países, o design nacional foi igualmente produtivo no período. O Museu de Arte Moderna, MAM inaugurado em 1947 e o Museu de Arte de São Paulo, MASP, inaugurado em 1949 representam um marco que impulsionou a formação de grupos e a ampliação da atuação dos engenheiros arquitetos. Um grupo destes profissionais motivou-se após uma exposição de design no MOMA, e formou-se para pensar em arquitetura de interiores após contato com representantes das indústrias de mobiliários, equipamentos e utilitários.
O mobiliário do grupo apresentava soluções construtivas essencialmente arquitetônicas, a partir de madeiras como jacarandá da Bahia, caviúna, cabreúva ou pau marfim, associados ao mármore, vidro, ferro. As peças eram executadas artesanalmente e em pequena quantidade. Explorando principalmente a madeira e o desenho dos tecidos, projetaram cadeiras, poltronas, mesas, que por muitos anos constituíram a mobília padrão das casas modernas de São Paulo. As peças, mesmo produzidas em série, mantinham a qualidade do acabamento artesanal. A sociedade permaneceu até 1970 entre outros motivos pela dificuldade em encontrar mão de obra especializada e assim manter a qualidade dos produtos.
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