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PROJETO DE INTERIORES
Saiba como trabalha o decorador e veja como contratar um profissional
Por:
Cláudia Tarpani
Publicada em: 31/07/2004
| Foto: MaisonFrançaise |
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Para se ter uma casa bem distribuída, funcional, confortável e bonita, diferentemente do que se pensa, não é necessário ter grande poder aquisitivo e sim planejamento.
O projeto de design de interiores visa o planejamento da decoração para resolver tanto problemas técnicos (como falta de espaço por exemplo), quanto estéticos, abrangendo uma série de necessidades para melhorar a qualidade da vida cotidiana:
• estudo da circulação e distribuição de mobiliário; • projeto de iluminação; • escolha adequada de acabamentos e revestimentos; • detalhamento de teto (rebaixos, sancas e molduras) e piso (paginação); • escolha de tecidos, objetos e acessórios decorativos; • desenho de mobiliário e peças especiais; • projeto paisagístico.
Essas atividades levam em conta a combinação de cores, luzes, texturas e volumes de modo a alcançar unidade e equilíbrio e são planejadas respeitando o estilo de vida e gosto do cliente. Com isso tem-se a solução para uma série de problemas como pouco espaço, aquisição e uso inadequados de mobiliário e acessórios, dentre outros, o que implica em economia considerando-se que a decoração sem critérios e planejamento é mais dispendiosa do que a contratação de um projeto elaborado por um profissional, o que é válido tanto para espaços novos quanto para reformas.
Um projeto de interiores envolve várias etapas, incluindo a entrevista com o cliente para identificação das necessidades, o levantamento de informações do local (verificação de plantas e medidas), a apresentação do lay-out, plantas, perspectivas e orçamentos para aprovação por parte do cliente, com posterior detalhamento de todas as soluções propostas e a execução do projeto propriamente dito.
COMO CONTRATAR UM PROFISSIONAL?
Pode-se optar por contratar um projeto completo, que inclui a execução e acompanhamento da obra, ou somente uma consultoria para resolução de um problema específico. Isto vale para espaços residenciais e comerciais completos ou apenas áreas específicas, uma cozinha ou hall por exemplo. Há ainda a opção pela contratação de um projeto básico que será executado pelo próprio cliente. O custo do trabalho está vinculado à modalidade contratada e a ABD (Associação Brasileira de Designers de Interiores) estabeleceu categorias de projetos e formas de remuneração:
CATEGORIA A – Projetos de decoração com arquitetura de interiores
Envolve reformas e inclui escolha de acabamentos, distribuição e localização de pontos elétricos e hidráulicos, iluminação, desenho de portas e divisão interna de armários embutidos, de cozinhas e banheiros, desenho de mobiliário e peças especiais, detalhamento de forros e pisos, escolha de tecidos, mobiliário, revestimentos e materiais de iluminação;
CATEGORIA B – Projetos de decoração
Envolve o desenho de portas e divisão interna de armários embutidos, de cozinhas e banheiros, desenho de mobiliário e peças especiais, detalhamento de forros e pisos, escolha de tecidos, mobiliário, revestimentos e materiais de iluminação;
CATEGORIA C – Lay-out e distribuição de móveis
Envolve a escolha de tecidos, mobiliário, revestimentos e materiais de iluminação.
A remuneração profissional é estabelecida a partir de quatro condições, usadas de forma individual ou combinada:
1. Remuneração por projeto – dependente da quantidade de atividades pelas quais o profissional será responsável;
2. Consulta – neste caso o cliente solicita orientação sem contratação efetiva para desenvolver o projeto ou prestação de serviços. O valor cobrado refere-se especificamente à consulta (o valor é cobrado em função do tempo dispendido na consulta);
3. Hora técnica – envolve a entrevista com o cliente e a execução do projeto;
4. Administração da obra – os honorários são calculados a partir de um percentual sobre o custo total da execução do projeto de decoração (variável de 12 a 15%). Alguns profissionais cobram um valor fixo por m2.
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